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Estudante de 16 anos cria palhinha de inhame, biodegradável e comestível

13/11/18
Meio Ambiente
13/11/18

 

A estudante brasileira Maria Pennachin, de apenas 16 anos, criou uma palhinha biodegradável à base de inhame. Ela desenvolveu o produto no laboratório da escola em que estuda em Campinas, São Paulo.

A palhinha pode ser descartada na natureza sem causar prejuízos para a fauna e flora, é maleável e comestível. A proposta deu tão certo que a aluna vai apresentá-la em uma feira internacional em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, em Setembro de 2019.

Ela conta que o projecto partiu da recente discussão sobre o descarte de palhinhas de plástico na natureza e a proibição de sua circulação. Maria diz que observava o inhame na culinária quando teve a ideia de aplicá-lo na área do bioplástico.

 

 

A palhinha não tem gosto de inhame, nem de nenhum outro ingrediente que vai na sua “massa”. Além disso, ele não dissolve no líquido. Mesmo assim, Maria tem outras ideias para melhorar o seu produto.

“Quero investigar e ir mais além na firmeza: fazer uma linha vegana, porque a gelatina [um dos ingredientes na composição] não atenderia esse público, e fazer uma coisa mais interessante para o público infantil”, diz a aluna.

 

 

Para chegar na actual fórmula, Maria realizou uma série de testes e contou com a orientação de duas professoras. A aluna conta que, na fase de testes, usou diferentes ingredientes e, analisando os resultados, foi regulando a receita. “Além do inhame, usei outros ingredientes nos testes. Inclusive coloquei vinagre. Nos que eu coloquei menos, teve o aparecimento do fungo. Fui regulando o tanto que precisava de cada ingrediente e obtive a massa final”, explica.

A primeira conquista do projecto foi o primeiro lugar na edição deste ano da Feira Nordestina de Ciência e Tecnologia (Fenecit), na categoria meio ambiente. O ouro garantiu a Maria o credenciamento para representar o Brasil na feira dos Emirados Árabes.

 

Fonte: agrandeartedeserfeliz.com