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Mestrado em Biologia de Conservação tem lugar no laboratório da Gorongosa

17/04/18
Educação
17/04/18

Mestrandos em Biologia da Conservação, Parque Nacional da Gorongosa

 

O Programa de Mestrado em Biologia de Conservação foi concebido pelo consórcio BioEducação composto pela: Universidade Zambeze, Universidade Lúrio, Instituto Superior Politécnico de Manica e o Parque Nacional da Gorongosa. Pretende-se, através deste mestrado, dar uma formação sólida em biologia da conservação, ecologia e gestão ambiental.

O consórcio BioEducação é constituído em parceria com Universidade Lisboa de Portugal e suportado pelo Fundo de Desenvolvimento Institucional e pela Howard Hughes Medical Institute of Science Education, dos Estados Unidos da América.

O grupo é composto por 12 estudantes dos quais 5 do sexo feminino e sete 7 do sexo masculino. O mestrado tem duração de 22 meses e fornecerá aos estudantes uma compreensão crítica e conceptualmente sofisticada bem como experiências práticas para fazerem a diferença na área da conservação em Moçambique.

Este mestrado, considerado como um dos primeiros numa área de conservação, irá proporcionar aos estudantes a oportunidade de aplicar conhecimentos, competências e atitudes desenvolvidas durante o curso, inserirá o estudante no contexto do desenvolvimento da pesquisa, possibilitará o confronto entre o conhecimento teórico e prático e dará ao estudante a oportunidade de solucionar problemas técnicos reais.

A este grupo temos a honra de endereçar as boas vindas, dar-lhe os parabéns pela dedicação e encorajá-lo a trabalhar em prol da conservação em Moçambique e além-fronteiras.
 O Projecto de Gorongosa procura integrar a conservação e o desenvolvimento humano com a compreensão de que um ecossistema saudável irá beneficiar os seres humanos, os quais por sua vez se sentirão motivados para apoiar os objectivos do Parque Nacional da Gorongosa.

A investigação científica faz parte integral do plano de longo prazo para a restauração do ecossistema da Gorongosa, porque um profundo conhecimento do ecossistema da Gorongosa irá ajudar a gestão do Parque a tomar melhores decisões sobre a sua conservação. O Laboratório de Biodiversidade E.O. Wilson foi inaugurado em Março de 2014, e colocou a Gorongosa como um dos pólos de investigação mais avançados da África Austral. O laboratório atraiu a atenção nacional, regional e internacional e cientistas de diversas instituições têm estado a fazer investigação no parque: as Universidades Eduardo Mondlane e Universidade do Lúrio em Moçambique, a Universidade de Coimbra, em Portugal, e as Universidades de Harvard e Princeton, nos EUA.

Um dos papéis mais importantes do laboratório é providenciar formação à próxima geração de cientistas moçambicanos no Parque e também enviá-los para universidades de modo a tirarem diplomas avançados. Alguns jovens (provenientes das comunidades vizinhas do Parque ou das escolas técnicas da região centro), que recebem assistência financeira total ou parcial do laboratório, já começaram a estudar em universidades e escolas de nível médio para futuras carreiras como veterinários, ecologistas e técnicos de laboratório.